Ruthless Ruth

Yesterday, on the radio, I heard a voice of a terrible candor and force, of a sweetness and conviction made of a long and intense experience of life. It cradled me on the way from home to School, already late. But I risked to loose some more minutes and, of course, I finally acknowledged it was the voice of Isabel, a being whose luminosity literally puts anyone in his/her place. On top of that, speaking of her experience of… Kathmandu! Of an initiatic trip in 70’s, told with the tenderness and the respect that each one’s youth deserves. This is the right moment to share a brief encounter with the First Lady Of Portuguese Cinema in the National Theatre D. Maria II, as beautiful as adorable, in the interval of Life, on the stage of affinities. In white, hand in hand. And the Mário goes to… Isabel Ruth!

Ruthless Ruth (moments)

Ontem, na rádio, uma voz de uma candura e de uma força terríveis, de uma doçura e de uma convicção feitas de uma longa e intensa experiência da vida ia-me embalando no percurso casa-Escola, já atrasado. Mas arrisquei perder mais uns minutos e claro, finalmente percebi que era a voz da Isabel, um ser cuja luminosidade coloca qualquer um literalmente no sítio. Ainda por cima a falar de… Kathmandu! De uma viagem iniciática feita nos idos de 70, que relatou com a ternura e o respeito que a juventude de cada um merece.  É pois um momento de partilhar este breve encontro com a Primeira Dama do Cinema Português no Teatro D. Maria II, tão bela quanto amável, no intervalo da vida, no palco das afinidades. De branco e de mão dada. E o Mário vai para… Isabel Ruth!









The picture is awful and, arguably, the models no better. But what a moment! The meeting happened last December (2019), in Universidade Católica in Lisbon, during the “Building Narrative: Cultural Interfaces and Spatial Meaning” conference. On my right, no less than Malcolm Miles, one of my intellectual heroes and with whom I happen to co-operate since 2000 (he was THERE, during the very initial tottering moments leading to what would end up becoming a sort of iconic urban event: Lisbon Capital of Nothing – Marvila 2001). His latest book Cities and Literature shows how literature frames real and imagined constructs and experiences of cities. The text offers access to literature from an urban perspective for the social sciences, and access to urbanism from a literary viewpoint. Lovely crossover. On my left, Krzysztof Nawratek, a sort of radical partisan of a nu-urbanism. He defines himself as a ‘transhumanistic post-christian democrat’. The author of the surprising Total Urban Mobilisation: Ernst Jünger and the Post-Capitalist City, Nawratek’s main research interest lays in urban theory in the context of post-secular philosophy, the crisis of the contemporary neoliberal city model and urban re- industrialisation. Uf! In other words, and now seriously:  urban theory can be… loads of fun.

The gorgeous poster (below) is by designer Nayara Siler, on photography (taken in Varanasi, India) by Agata Wiórko.


A fotografia é péssima e os modelos, se calhar, não muito melhores. Mas que intenso momento! O encontro ocorreu Dezembro passado (2019) na Universidade Católica em Lisbon, durante a conferência “Building Narrative: Cultural Interfaces and Spatial Meaning”. À minha direita, nada menos que Malcolm Miles, um dos meus heróis intelectuais e com quem tive a oportunidade de cooperar desde 2000 (ele esteve LÁ, durante os titubeantes momentos iniciais do que viria a tornar-se um evento urbano porventura icônico: Lisboa Capital do Nada – Marvila 2001). O seu livro mais recente, Cities and Literature, mostra como a literatura enquadra construtos e experiências, reais e imaginários, das cidades. O texto oferece acesso à literatura numa perspectiva urbana para as ciências sociais, e acesso ao urbanismo de um ponto revista literário. Adorável cruzamento. À minha esquerda, Krzysztof Nawratek, espécie de partisan radical de um novo-urbanismo. Ele define-se a si próprio como ‘democrata transumanista pós-cristão’. Autor do surpreendente Total Urban Mobilisation: Ernst Jünger and the Post-Capitalist City, o seu principal foco de investigação assenta na teoria urban no contexto da filosofia pós-secular, da crise do modelo de cidade contemporânea neoliberal e da re-industrialização urbana. Ufa! Por outras palavras, e agora seriamente: a teoria urbana pode… dar imenso gozo.

O belo poster (em cima) é da autoria de Nayara Siler, sobre fotografia (tirada em Varanasi, na Índia) de Agata Wiórko.


MC+Roman Stańczak

One more edition of the Biennale comes to the end. And one more article starts from the beginning. In the photo above, with reclusive Polish artist Roman Stańczak, whose inside-out airplane visualizes much more than Poland’s political divisions. Here a possible guided tour, across what doesn’t exist anymore. Courtesy SMART CITIES | Cidades Sustentáveis [Sustainable Cities] magazine.

In the photo below, two of the most beautiful smiles in the African continent: my dear friend Valerie Kabov, the tireless co-founder, in 2009, of First Floor Gallery Harare – and Marcus Gora, the band manager for Zimbabwe’s music group Mokoomba, hailed as Zimbabwe’s current hottest export. Africa is a state of mind (as the smiles demonstrate). Just listen.


Mais uma edição da Biennale chega ao fim. Mais um artigo chega chega ao princípio. Nas fotos, primeiro com o reclusivo artista polaco Roman Stańczak, cujo avião do avesso visualiza muito mais do que apenas uma Polónia dividida. Aqui um itinerário possível, através do que já não existe. Cortesia SMART CITIES | Cidades Sustentáveis magazine.

Na foto a seguir, dois dos mais bonitos sorrisos no continente Africano: a minha querida amiga Valerie Kabov, incansável co-fundadora, em 2009, da First Floor Gallery Harare – e Marcus Gora, o manager do grupo Mokoomba, considerados actualmente a mais ‘quente’ exportação do país. África é um estado de espírito (como os sorrisos demonstram). É ouvir.


Santos, Anabela

Magic moment. To meet Anabela Santos, who now lives in Brighton, in the street where I live. Just passing through, the day she decided to visit the city where she has studied. For more on her extremely sensitive work, in two moments we crossed paths, check out the projects TERROIR/GRAFFITI and ESQUECER SARAMAGO. And look out what I read in her Facebook page: Those who receive your art will recognise their own feelings through you. Your creativity creates  heart-to-heart connection of truth and authenticity. This opens up the hearts of everyone who resonates with your art, leaving a wake of healing. Talk soon, Anabela.


Momento mágico. Encontrar a Anabela Santos, que agora vive em Brighton, na rua onde vivo! A passar casualmente, no único destes dias em que deu um pulo até à cidade onde estudou. Para mais sobre o trabalho extremamente sensível desta, em dois momentos em que nos cruzámos, espreitar precisamente os projectos TERROIR/GRAFFITI e ESQUECER SARAMAGO. E vejam lá o que se lê na sua página de Facebook: Those who receive your art will recognise their own feelings through you. Your creativity creates  heart-to-heart connection of truth and authenticity. This opens up the hearts of everyone who resonates with your art, leaving a wake of healing. Arrisco agora em Português: Aqueles que recebem a tua arte reconhecerão através dela os seus próprios sentimentos. A tua criatividade cria conexão de verdade e autenticidade, de coração para coração. Isto abre os corações de quem quer que entre em ressonância com a tua arte, gerando um despertar da cura. Até já Anabela.