P!

P! Festival, conversation with Jorge Louraço Figueira (host), Pablo Alvez and Joana Craveiro. I have the pleasure to share the recording. Thank you Levina and Ana Pais, for such a fluid moment of sharing. Christine Greiner was in the audience, and that made my day. The P! e-book is a must-have.

No Festival P!, à conversa com Jorge Louraço Figueira (moderador), Pablo Alvez e Joana Craveiro. A gravação foi feita, há que partilhá-la! Obrigado Levina e Ana Pais, foi momento muito bem passado, na fluidez da partilha. Com a Christine Greiner entre o público, ganhei o dia. O e-book é incontornável.

 

 

 

Azulejos, art(e)

An exhilarating moment. Dropping by Belmonte Palace for one more conversation with landscape collector Frédéric Coustols, the experience of waiting was interrupted by the semblance of a book lying on the coffee table. The title couldn’t be more plain: Azulejos à Mesa | Azulejos in Restaurants. But inside, in just a few spreads, there it is: the words by Rosário Salema de Carvalho are courted by impressive images of this extraordinary Palace. And there they are, landing in a book as if coded messages calling us to some parallel world, the works by Jana Matejkova-Middleton, produced in cooperation with Rory Middleton in the context of the first edition of LightCraft Belmonte. In the Music Room, the luminescent painting “Her Silent Sonata”, a most delicate take on the spatial character of the place: it «opens up a dialogical space between the architectural features of the Palace and the decorative elements characteristic of the Belmonte interiors, eluding to the tradition of embroidery that took place over the centuries within these walls.» And in the magnificent Maria Ursula Ballroom, there’s that passage on the left which looks more like a visual aftereffect than reality itself.  A portal do art, that’s what it is. The work is called “Outside over there” and it «invites the viewer to open the door of imagination and enter the secret and mysterious worlds out there hiding behind our “ordinary” yet extraordinary lives.»

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Um moment intenso. Ao ir ter ao Palácio Belmonte para mais uma conversa com o coleccionador de paisagens Frédéric Coustols, a experiência da espera foi interrompida pela aparição de um livro sobre a mesa. O título não podia ser mais singelo: Azulejos à Mesa | Azulejos in Restaurants. Mas no interior, num par de spreads, ali estava: as palavras de Rosário Salema de Carvalho acompanhadas por imagens deste extraordinário Palácio. E ali estavam elas, aterrando num livro como como se mensagens em código chamando-nos para um mundo paralelo, as obras de Jana Matejkova-Middleton, produzidas em cooperação com Rory Middleton no contexto da primeira edição do evento LightCraft Belmonte. Na Sala de Música, a pintura luminescente “Her Silent Sonata”, uma extremamente delicada abordagem do carácter espacial do lugar: abrindo um espaço dialogal entre os traços arquitectónicos do Palácio e os elementos decoartivos característicos dos seus interiores, aludindo à tradição do brocado que teve lugar entre aquelas paredes durante séculos.» E na magnificente Sala de Baile Maria Ursula há aquela passagem à esquerda que parece mais um efeito especial que a própria realidade. Um portal para a arte, é o que é. A peça chama-se “Outside over there” e «convida o espectador a abrir a porta da imaginação e entrar nos secretos e misteriosos mundos que se escondem por detrás das nossas ‘quotidianas’ e no entanto extraordinárias vidas.»

 

Eduardo, et. al.

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13th September 2018. Lisbon. Some days are really better than others. VICENTE NO CARMO (VICENTE IN CARMO], for the presentation of the Book Project VICENTE. SÍMBOLO DE LISBOA. MITO CONTEMPORÂNEO [VICENTE. SYMBOL OF LISBON. CONTEMPORARY MYTH] elapsed as a particularly harmonious, intense and… spiritual atmosphere. Here are some of the protagonists, immediately after the participated session, at the work of Sandra Baía.

First Eduardo Fernandes – the mentor of the VICENTE Project –, Sandra Baía and Pedro Teixeira da Mota. Below the curador, Levina Valentim – editorial coordinator of the book – and again Eduardo, (as usual) warning me about something I should consider. There was plenty of fluid conversation between authors, collaborators, diverse public and the fantastic team of the Museu Arqueológico do Carmo [Carmo Archeological Museum], among whom the weariless Célia Pereira. Done.

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Há mesmo dias melhores do que os outros. VICENTE NO CARMO, a pretexto da apresentação da obra VICENTE. SÍMBOLO DE LISBOA. MITO CONTEMPORÂNEO decorreu durante a tarde de 13 de Setembro em Lisboa, num ambiente particularmente harmonioso, intenso e… espiritual. Eis alguns dos protagonistas, depois da concorrida sessão e já junto à obra de Sandra Baía, inaugurada na ocasião.

Primeiro o Eduardo Fernandes – o mentor do Projecto VICENTE –, Sandra Baía e Pedro Teixeira da Mota. Aqui em cima o curador, a Levina Valentim – coordenadora da edição – e again o Eduardo, a dar mais uma vez algum aviso à navegação. O resto foi (muita) conversa, com autores, colaboradores, público diverso e a incansável equipa do Museu Arqueológico do Carmo, no seio da qual há que destacar a Célia Pereira. Done.

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Blue wine

They were surprised with the blue wine that was served. Two anonymous tourists – Austrian I guess – joined us for the opening of VICENTE’18. They were even more amazed by the kaleidoscopic richness of the mythography of Saint Vincent that I was happy to explain. It was their curiosity that pulled them to enter the work, and the result was – in their own words – the involvement with one’s conscientization of our presence, as Humans, on Earth… in this world that we access through our limited perception, there’ll be always the insight led by intuition. With this kind of public, one wins the day, the year, one’s life. Danke schön!

Surpreendidos com o vinho azul que lhes foi servido, estes dois anónimos turistas de origem austríaca (acho) que se juntaram à inauguração do VICENTE ’18 ficaram ainda mais espantados quando lhes expliquei a caleidoscópica riqueza da mitografia de São Vicente. Nota fundamental: foi a curiosidade deste transeuntes que os levou a ficarem-se por ali, um interesse activado pela obra de Nino Alfieri, que observaram muito atentamente, em plena consciência das suas implicações éticos-estéticas. Não é todos os dias que uma obra de arte apela ao nosso envolvimento com a nossa própria conscientização da nossa presença enquanto humanos na Terra, neste mundo a que acedemos pela nossa limitada percepção. Pois que haverá sempre o insight que a intuição nos aporta. Com um público destes, estão o dia, o ano, a vida ganhos! Danke schön!