Sara e Diogo

Diogo e Sara

Têm chegado paulatinamente às livrarias várias obras de Padre António Vieira, na sequência da publicação da Obra Completa pelo Círculo de Leitores. Para a Temas e Debates, miolo idêntico, mas capas novas, por forma a atrair outros olhares. No backstage das capas para Sermões do Advento, do Natal e da Epifania e Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma estiveram estes meninos. O Diogo, que participou também com um inspirado desenho no VICENTE’17, foi meu aluno, sendo co-autor do projecto Vidrado. O seu talento paira por aí. Fotografia Bruno Barata, cortesia Projecto Travessa da Ermida.

 

 

 

On the Intelligent City… and Sameer

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Varanasi, in India, is the oldest city in the world. Kashi is the City of Light. When I came back to my country and my city, SMART CITIES magazine in Lisbon gave me the opportunity to write a few words on the experience of travelling along the ghats of the most mystical of places.

Here my simple but sincere a reflection on the names, essence and challenges of Banaras, around the notion of Intelligent City. The text is also a very simple tribute to people I’ve met in the trip, some of the most bright and illuminated beings I’ve ever met. Yes, it’s in Portuguese. Anyway, much of the information introduced in my text came from extraordinary talks with friends Suresh K. Nair (artist and lecturer at Banaras Hindu University) and Sameer Singh (freelance photographer) [in the picture], whose insights met mine from the very first eye contact and the following conversation. Photos by Life Companion Agata Wiorko.

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Varanasi, na Índia, é a mais antiga cidade viva do mundo. Kashi é a Cidade d’A Luz. Quando regressei ao meu país e à minha cidade, a SMART CITIES em Lisboa deu-me a oportunidade de escrever algumas palavras acerca da experiência da viagem ao longo dos ghats do mais místico dos lugares. Este artigo é uma reflexão sobre os nomes, a essência e os desafios de Kashi/Banaras/Varanasi.

O texto, publicado na revista SMART CITIES #17, inaugurando a rúbrica ‘Cidades de Relance’, sugere a pertinência do conceito de Cidade Inteligente. Mas é também um tributo singelo a pessoas que encontrei na aventura, alguns dos seres mais brilhantes e iluminados que alguma vez conheci e de quem obtive parte essencial da informação: Suresh K. Nair e Sameer Singh [na foto], cujas intuições foram de encontro às minhas desde o primeiro contacto do olhar e subsequente conversação. Fotografias pela Companheira de Vida Agata Wiorko.

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Ano Zero a acabar em 2017

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Inaugurou (e está quase a acabar) em Coimbra a segunda edição da ANO ZERO – Bienal de Arte Contemporânea. A organização é do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, em parceria com a Câmara Municipal e a Universidade. ’Curar e Reparar’ é o tema: «Os artistas convidados, concebendo obras especificamente para a bienal ou representados com peças previamente existentes, dão expressão a múltiplos entendimentos (sociais, pessoais, ambientais ou arquitetónicos) desta preocupação da nossa relação com o mundo e com o outro.» Noutra dimensão, o acontecimento reflecte sobre as feridas da cidade.

Uma visita-relâmpago basta para aferir da qualidade e excelência da proposta, com direcção geral de Carlos Antunes e curadoria de Delfim Sardo. Restrinjo-me a um par de impressões, até porque a experiência de atravessar a cidade e depois chegar a espaços como o do Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova é esteticamente exigente, com uma intensidade rara. Highlights possíveis: a sala da intervenção de Fernanda Fragateiro (em diálogo com a depurada text-art de Francis Alÿs), momento que a par do ‘processo processional’ de William Kentridge no Torreão Sul justificaria todos os quilómetros feitos.

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Mas há tanto, tanto mais: o labirinto de espécies vegetais no exterior de Gabriela Albergaria, a escultura arquitectural de Ângela Ferreira, a inusitada instalação de Rubens Mano, a fotografia-projecto-de-investigação de Maçãs de Carvalho… A palavra está muito gasta, mas esta é verdadeiramente uma exposição imperdível, genuinamente internacional e decididamente específica na sua relação com o património, tanto histórico como arquitectónico. É uma coisa de se percorrer com um ritmo próprio que advém de uma mais do que criteriosa implantação do conceito, para o que terá certamente contribuído o rigoroso e ao mesmo tempo discretíssimo projecto espacial do Atelier do Corvo.

No texto de Defim Sardo, há um parágrafo denso que põe qualquer radicalidade ‘a fancos’. E que se calhar à sua maneira a redime – ou ‘repara’ –, precisamente por via da qualidade estética das peças e do poder imanente da sua exposição:

A proposta da bienal foi, portanto, de se situar nos antípodas de um pensamento radical, de uma proposta que se reivindicasse da raiz, da origem ou do apagamento, da limpeza ou de qualquer purismo. Há um bolor moral na radicalidade que foi o ponto do qual esta proposta se pretendeu desviar a partir de um trabalho dos artistas sobre a memória — a própria, a coletiva, a ficção da coletividade. A proposta que construímos parte desse propósito: há qualquer coisa que pode ainda ser arranjada, mesmo que pela exposição de uma ferida.

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Fotografias de Agata Wiorko.

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With Agata Wiorko aka Nomad Babe in Ermida, conversing over Echo, a wonderfully elegant show by Rui Sanches. Nomad Babe is the online result of Agata’s photographic work, a personal investigation concerning how to capture the fleeting spirit of a place or a situation. Her intention is to explore the tangibility of moods. And yes, I helped with her copywriting: Basically I care for the sensescape surrounding the Human and try to acknowledge the way it is the end product of a complex reality, where the landscape or the trace of a gesture seem to invite the viewer to become a nomad soul. Uf! The (gorgeous) photo is by Nuvem Lyfestyle/Bruno Barata.​

Com Agata Wiorko aka Nomad Babe na Ermida, conversando sobre Echo, uma maravilhosamente elegante exposição de Rui Sanches. Nomad Babe é o resultado online do labor fotográfico da Agata, uma investigação pessoal sobre como capturar o espírito inefável de um lugar ou situação. A sua intenção é explorar a tangibilidade de atmosferas. E sim, dei uma mão no copywritingBasically I care for the sensescape surrounding the Human and try to acknowledge the way it is the end product of a complex reality, where the landscape or the trace of a gesture seem to invite the viewer to become a nomad soul. Uf! A (bela) fotografia é de Nuvem Lyfestyle/Bruno Barata.​