O íntimo atravessado

output_XfxbY6

«[…] we can say that any Thierry Ferreira’s art work is a play with scales. In the breath of enhancing and decreasing, each art piece is the final result of accurate preparatory models, it holds a color, transits through a joint and lays on a weight. The artist reveals himself provided with that infinite force of recombination which makes everything new, even the most familiar of sculptural structures. The forms that emerge in the artist’s mind are experimentally materialized in different opportunities to become public artwork, in a process defined by the constant search of scales and materials suitable for their enjoyment by a wider public.» The excerpt is from my text «O Íntimo atravessado [The intimate traversed]», written for Thierry Ferreira’s exhibition.

I met Thierry briefly years ago, but only now we met again, in order for my words to dance around his piece for the space of Edge Arts, an invitation by Inês Teles. A beautiful encounter, also for who passes by. The text ends like this: «Nevertheless, let me point out one more thing. In this new kind of aesthetic experiences of which the Global City and its flows are the inspiration, theme and playing field, we fundamentally witness a recoding of the everyday life experience. Then, we realize for a fraction of a second that we will never be robots

IMG_3931

«[…] qualquer obra de Thierry Ferreira é sempre um brincar com a escala. Na respiração do aumentar e do reduzir, cada obra, resultado final de apuradas maquetes preparatórias, segura uma cor, transita através de uma articulação, assenta num peso. O criador revela-se dotado daquela força infinita das recombinações que torna tudo novo, até a mais familiar das estruturas escultóricas. As formas que lhe vão surgindo na mente são assim experimentalmente materializadas nas diferentes oportunidades para se tornarem públicas, num processo caracterizado pela constante procura das escalas e dos materiais adequados à sua fruição por um público lato.» O excerto é do meu texto «O Íntimo atravessado», escrito para a exposição de Thierry Ferreira III pistas II obstáculos.

Conheci o Thierry de relance há uns anos mas só agora nos reencontrámos e logo para que as minhas palavras dançassem com a sua peça para o espaço da Edge Arts, por convite da fantástica Inês Teles. Belíssimo encontro, também para quem passa. O texto, aliás, termina assim: «Neste novo tipo de experiências estéticas de que a Cidade Global e seus fluxos é inspiração, tema e terreno de jogo, o que testemunhamos é fundamentalmente uma recodificação da experiência quotidiana. E aí, percebemos por uma fracção de segundo que jamais seremos robots.»

IMG_3998

Photos courtesy of Edge Arts.

 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published.