Terna Guerreira

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She used to say she wanted to believe in life after death because she wanted to continue to write about the life of people after her own death. (And then she’d laugh like a child). Here I am in the image above, a day before the news, paging through the extraordinary forward of Ternos Guerreiros [Tender Warriors] inside the cathedral of light created by Cesar Barrio in the Lavadouro das Francesinhas do Bairro da Madragoa. And what a read, within four water walls.

Agustina, discretely, exits the stage. The Theatre of Apparitions her last address, which is always the first in the circular universe of the initiated. The Tender Warrior keels over. It is time to bury Agustina. That is, to read her, and wake up to the deflagration of the sensitive. Mystery and Literature in a cat.

Today, in the newspaper [Público], Eduardo Lourenço geometries the ouvre of the sibila in a few paragraphs, helping to hand over, to the mainstream public, what Mário santos accounts as the ‘mighty fluidity’ of an ‘anarchist writing’, ‘which seems to sprout from an inexhaustible and paradoxical mediúnico source’. I just wonder: Seems?

In memoriam Agustina Bessa-Luís [2019-1922]

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Ela dizia que queria acreditar na vida após a morte, porque queria continuar a escrever sobre a vida das pessoas depois de morrer. (E ria-se como uma criança). Eis-me na imagem, um dia antes da notícia, folheando o extraordinário prefácio de Ternos Guerreiros na catedral de luz criada por Cesar Barrio no Lavadouro das Francesinhas do Bairro da Madragoa. E que leitura, entre quatro paredes de água.

Agustina, muito discretamente, sai de cena. O Teatro das Aparições sua última morada, que é sempre a primeira, no universo circular dos iniciados. A Terna Guerreira soçobra. É preciso enterrar Agustina. Lê-la portanto, e acordar para a deflagração do sensível. Mistério e Literatura num gato.

Hoje no Público, Eduardo Lourenço geometriza a obra da sibila num par de parágrafos, ajudando ao resgate, para junto do grande público do que Mário Santos descreve como ‘caudalosa fluidez’ de uma ‘escrita anarquizante’, ‘que parece brotar de uma inesgotável e paradoxal fonte mediúnica’. Apenas pergunto: Parece?!

In memoriam Agustina Bessa-Luís [2019-1922]

 

 

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