Albuquerque

Look at us! Words aren’t needed. Somewhere in Lisbon, a few years ago. This man is a living myth. His name is Mendes, Albuquerque Mendes. His art is restless and free. Nossa!

WITH-ALBUQUERQUE-1Ó para nós. Palavras para quê? Algures em Lisboa, num destes anos. Este homem é um mito vivo. De seu nome Mendes, Albuquerque Mendes. A sua arte é inquieta e livre. Nossa!

Editor Extraordinaire

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Out of the blue. And into the black. I dropped by at the doclisboa film festival to check it out and… bingo! Got to watch The Unicorn, by Isabelle Dupuis and Tim Geraghty.

The film is extremely important. It raises the right issues in times of generalised insanity, in a world turned upside down by conformism. The work tells the story of an outsider musician and his luminous calvary as a citizen and the victim of a social system which appears to deal badly with certain differences. What is crucial in this small masterpiece is that it shatters any given ideas with the pure immanence a personality that the spectator tries to understand through the shreds of memories and of family and social relations.

Peter Grudzien is a sort of marginal genius. An icon of alt-country. He visibly orchestrates his presence in the movie, a microcosm of human emotions which is redeemed by the images and the precious empathy they generate. This the story of a life, of several intertwined lives, and never indulges in the obvious, the easy, the immediate or the moralist. It’s rather a sharp tribute to the inexorable complexity of the Human.

In a project like this (it took 5 years), what is crucial is to let the final cut articulate, in a seductive way, a narrative which is to remain both closed and open. Many topics are dealt with – America’s drift toward crisis, Mental Health… too name a couple – and above all interlinked fluidly, redeeming a bio-graphy. The one of an artist who had to deal with terrible ghosts and, in the end, prevails ‘in his own way’.

So there he is (pic above) – Tim Geraghty – the man who edited the images gathered by Isabelle with such dexterity and musicality that in the end I asked my companion: – The movie lasted what… 45′? – No, Dad! Two hours…!

Looking back, maybe this experience will only be complete when I get to listen the vinylAmerica from the Twilight Zone? There’s a Star Spangled Banner Waving Somewhere.

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Out of the blue. And into the black. Uma ida ‘random’ ao cinema, para apanhar algo do doclisboa, deu nisto! Fui parar ao documentário The Unicorn, de Isabelle Dupuis e Tim Geraghty (na foto).

O filme é de enorme importância. Precisamente face ao quadro de insanidade generalizada de um mundo virado às avessas pelo conformismo. A obra trata de um músico outsider e de seu luminoso calvário enquanto cidadão e vítima do sistema social incapaz de lidar com certas diferenças. O que é fundamental na obra é que estilhaça quaisquer ideias feitas com a pura imanência de uma personalidade que vamos reconstruindo à medida que vamos juntando farrapos de memórias e de relações familiares e sociais.

A personagem principal é Peter Grudzien, espécie de génio marginal do que virá a ser o alt-country [agora arranja-se etiquetas para tudo, não vá o mercado tecê-las). Ela como que orquestra a sua própria presença num microcosmo de emoções humanas não tanto escalpelizado quando verdadeiramente redimido pelas imagens. Pela preciosa empatia gerada. Esta história de uma vida, ou melhor de várias vidas inevitavelmente cruzadas, em momento algum resvala para o fácil ou o imediato, para o óbvio ou o moralista; constitui antes um elogio, no fio da navalha, de uma inexorável complexidade do humano.

Parte essencial de um projecto deste calibre (meia década de rodagem) é a capacidade de a montagem articular, de forma enleante, uma narrativa simultaneamente fechada e aberta. Os pontos tocados – e enumero apenas um par deles: de uma América à deriva ao tema sempre delicado da Saúde Mental –, e sobretudo a forma com se vão encadeando com naturalidade, resgatam uma bio-grafia. A de um artista que teve de lidar com terríveis demónios e, ao final, à sua maneira, até sai ‘por cima’.

Foi este senhor, Tim Geraghty, que tratou da fundamental tarefa de editar o acervo e imagens recolhidas por Isabelle. Fê-lo com uma destreza e uma musicalidade que levaram a perguntar no fim, à minha companheira de sessão: Isto foram o quê, 45’? — Não pai! Foram duas horas…!

A experiência se calhar só ficará completa um dia destes, quando ouvir com calma o vinilAmerica from the Twilight Zone? There’s a Star Spangled Banner Waving Somewhere.

 

 

 

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P!

P! Festival, conversation with Jorge Louraço Figueira (host), Pablo Alvez and Joana Craveiro. I have the pleasure to share the recording. Thank you Levina and Ana Pais, for such a fluid moment of sharing. Christine Greiner was in the audience, and that made my day. The P! e-book is a must-have.

No Festival P!, à conversa com Jorge Louraço Figueira (moderador), Pablo Alvez e Joana Craveiro. A gravação foi feita, há que partilhá-la! Obrigado Levina e Ana Pais, foi momento muito bem passado, na fluidez da partilha. Com a Christine Greiner entre o público, ganhei o dia. O e-book é incontornável.

 

 

 

Azulejos, art(e)

An exhilarating moment. Dropping by Belmonte Palace for one more conversation with landscape collector Frédéric Coustols, the experience of waiting was interrupted by the semblance of a book lying on the coffee table. The title couldn’t be more plain: Azulejos à Mesa | Azulejos in Restaurants. But inside, in just a few spreads, there it is: the words by Rosário Salema de Carvalho are courted by impressive images of this extraordinary Palace. And there they are, landing in a book as if coded messages calling us to some parallel world, the works by Jana Matejkova-Middleton, produced in cooperation with Rory Middleton in the context of the first edition of LightCraft Belmonte. In the Music Room, the luminescent painting “Her Silent Sonata”, a most delicate take on the spatial character of the place: it «opens up a dialogical space between the architectural features of the Palace and the decorative elements characteristic of the Belmonte interiors, eluding to the tradition of embroidery that took place over the centuries within these walls.» And in the magnificent Maria Ursula Ballroom, there’s that passage on the left which looks more like a visual aftereffect than reality itself.  A portal do art, that’s what it is. The work is called “Outside over there” and it «invites the viewer to open the door of imagination and enter the secret and mysterious worlds out there hiding behind our “ordinary” yet extraordinary lives.»

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Um moment intenso. Ao ir ter ao Palácio Belmonte para mais uma conversa com o coleccionador de paisagens Frédéric Coustols, a experiência da espera foi interrompida pela aparição de um livro sobre a mesa. O título não podia ser mais singelo: Azulejos à Mesa | Azulejos in Restaurants. Mas no interior, num par de spreads, ali estava: as palavras de Rosário Salema de Carvalho acompanhadas por imagens deste extraordinário Palácio. E ali estavam elas, aterrando num livro como como se mensagens em código chamando-nos para um mundo paralelo, as obras de Jana Matejkova-Middleton, produzidas em cooperação com Rory Middleton no contexto da primeira edição do evento LightCraft Belmonte. Na Sala de Música, a pintura luminescente “Her Silent Sonata”, uma extremamente delicada abordagem do carácter espacial do lugar: abrindo um espaço dialogal entre os traços arquitectónicos do Palácio e os elementos decoartivos característicos dos seus interiores, aludindo à tradição do brocado que teve lugar entre aquelas paredes durante séculos.» E na magnificente Sala de Baile Maria Ursula há aquela passagem à esquerda que parece mais um efeito especial que a própria realidade. Um portal para a arte, é o que é. A peça chama-se “Outside over there” e «convida o espectador a abrir a porta da imaginação e entrar nos secretos e misteriosos mundos que se escondem por detrás das nossas ‘quotidianas’ e no entanto extraordinárias vidas.»

 

Blue wine

They were surprised with the blue wine that was served. Two anonymous tourists – Austrian I guess – joined us for the opening of VICENTE’18. They were even more amazed by the kaleidoscopic richness of the mythography of Saint Vincent that I was happy to explain. It was their curiosity that pulled them to enter the work, and the result was – in their own words – the involvement with one’s conscientization of our presence, as Humans, on Earth… in this world that we access through our limited perception, there’ll be always the insight led by intuition. With this kind of public, one wins the day, the year, one’s life. Danke schön!

Surpreendidos com o vinho azul que lhes foi servido, estes dois anónimos turistas de origem austríaca (acho) que se juntaram à inauguração do VICENTE ’18 ficaram ainda mais espantados quando lhes expliquei a caleidoscópica riqueza da mitografia de São Vicente. Nota fundamental: foi a curiosidade deste transeuntes que os levou a ficarem-se por ali, um interesse activado pela obra de Nino Alfieri, que observaram muito atentamente, em plena consciência das suas implicações éticos-estéticas. Não é todos os dias que uma obra de arte apela ao nosso envolvimento com a nossa própria conscientização da nossa presença enquanto humanos na Terra, neste mundo a que acedemos pela nossa limitada percepção. Pois que haverá sempre o insight que a intuição nos aporta. Com um público destes, estão o dia, o ano, a vida ganhos! Danke schön!

Skyway x 10!

Butterflies burst from the earth in the park at Rapackiego square in Torun. Still Alive is a terrifically poetic installation by Anna Galas. It is part of Bella Skyway 2018. Arriving at the tenth edition, the Festival is a landmark event in the region of Kujawsko-Pomorskie. The impossibly photogenic Polish town of Torun received for a whole decade hundreds of artists and artworks, among which I could highlight so many.

I remember with special fondness the urban interventions at Ciasna by MOOV+Miguel Faro and André Banha, Jana Matejkova’s Wish Comet, Raoul Kurvitz’s Cathedral, ATSARA at Bulwar Hotel, Rochus Aust rocking’ the Fosa, the Nuno Maya & Carole Purnelle’s large scale projections, as well as the ones by Limelight, the coloured environments of the Architects of Air by the river… I could go on and on…  not to mention, more recently, the delicate shadows of Alessandro Lupi and Anita Ackermann. So many memories!

Toruń, 21.08.2018. Widowisko, "Twarze" - Anna Pytlak, Łukasz Kosela, Steve Nash, Toruńska Orkiestra Symfoniczna, Polska, Collegium Maximum UMK w Toruniu. Bella Skyway Festival 2018 rozpoczął się 21 bm. w Toruniu. Swoje świetlne projekty prezentować będą artyści z Polski i zagranicy, m.in. Francji, Finlandii, Singapuru, Rosji. Na toruńskich ulicach, między 20.30 a północą, do 26 sierpnia pojawiać się będą instalacje świetlne, mappingi 3D, projekcje na kurtynach wodnych, widowiska laserowe. (cat) PAP/Tytus Żmijewski

This year, visiting the festival I am proud to have created in 2009, a couple pieces really stand out. The peculiar stop-motion animation video-mapping projection at Collegium Maximum by Anna Pytlak and Łukasz Kosela (with the participation of the Torun Symphonic Orchestra) and of course the warm fire sculptures by veterans Carabosse, finally in Torun!

21.08.2018 Torun 10. Bella Skyway Festival N/z Installation de feu fot. Lukasz Piecyk/REPORTER

And hey, it was good to see you, Marcello! AreaOdeon‘s Laser Symphony will remain a highlight of this Festival’s whole first decade. In a dreamlike atmosphere, laser technology at the service of pure direct collective musical interaction, illuminating the geometries of the space – Torun’s iconic Town Hall – and the details of the surrounding architecture. The spirit of the original Skyway is here. The video below is of a previous installation of the same concept, in the city of Riga. The light community never stops believing in magic, wonder and development.

Borboletas irrompem do solo no parque junto à Praça Rapackiego em Torun. Still Alive é uma instalação bestialmente poética de Anna Galas. Integra o Festival Bella Skyway 2018. À décima edição, Bella Skyway é um evento de referência na região de Kujawsko- Pomorskie.  impossivelmente fotogênica cidade de Torun recebeu durante uma década centenas de artistas e obras, entre as quais eu poderia destacar tantas. Lembro-me com especial carinho das intervenções urbanas na Ciasna por MOOV+Miguel Faro e André Banha, o Wish Comet de Jana Matejkova, a catedral de Raoul Kurvitz, os ATSARA no Hotel Bulwar, Rochus Aust na Fosa, as projecções monumentais de Nuno Maya & Carole Purnelle e dos Limelight, os ambientes coloridos dos eArchitects junto ao rio… Poderia continuar sem parar…  mas recentemente, as delicadas sombras de Alessandro Lupi e Anita Ackermann. Tantas memórias!

Este ano, ao visitar o festival que tenho o orgulho de ter criado em 2009, há um par de peças que se destacam. O vide-mappingo à base de animação de volumes por Anna Pytlak e Łukasz Kosela (com a  participação da Orquestra Sinfónica de Torun), no Collegium Maximum. E claro, a esculturas de fogo dos veteranos Carabosse, finalmente em Torun!

E foi bom rever rever o Marcelo! A ‘sinfonia laser’ dos AreaOdeon permanecerá como uma das grandes peças destes primeiros dez anos. Numa atmosfera onírica, a tecnologia laser ao serviço da intercepção musical colectiva em estado puro, iluminando as geometrias do espaço – o icónico edifício da Câmara Municipal – com os detalhes da arquitectura envolvente. O espírito do Skyway original passa por aqui. O vídeo em cima é da instalação deste mesmo conceito na cidade de Riga. A Comunidade da Luz nunca deixa de acreditar na magia, na maravilha e no desenvolvimento.

Social Lighting = LUZ social

I has been a great pleasure (and a hard task!) to condensate all these years curating Light Art for Public Space into a short text. Fine opportunity, years after meeting Arch. Maria João Pinto-Coelho, my former teacher on… Light and Environmental Lighting! And recently the dynamo behind the Portuguese Association of Independent Lighting Designers. Done.

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Foi um grande prazer (e árdua tarefa) condensar todos estes anos de curadoria de Arte da Luz no Espaço Público num texto curto. Bela oportunidade e um reencontro, mais de dez anos depois de ter conhecido a arquitecta Maria João Pinto-Coelho, minha exigente professora de… Luz e Iluminação Ambiental! E hoje força-motriz da Associação Portuguesa de Lighting Designers Independentes. Feito.

Oops, they did it again!

Oops, they did it again. I have been a fan of this guy for a few decades now (shhhh…).
Now, 5VIE ART+DESIGN in Milan invited me to curate an urban intervention in Via Bagnera in the hidden heart of this great city and the result is soon to be seen, with openings during Salone del Mobile and MIART 2018. Courtesy Projecto Travessa da Ermida, the artistic project is an Urban Communication action which will transform the street into the stage for an unusual assemblage of critical, political and intellectual meanings. For now I leave you with a phrase by Xana which is music to my ears: «In public space it is fundamental for me to affirm Humanistic values that I synthesize in three words: Love, Freedom and Wisdom.» In 2013, I have been very very happy to have him on board for VICENTE, with the amazingly witty AMOR LIBERA LUX. And now… oops! We’re doing it again! Special thanks to Alessia del Corona and all the wonderful team of 5VIE ART+DESIGN. You know who you are. Institutional and Academic framework: IPL/ESAD.CR/LIDA.
In the photo below, one of the entrances of Via Bagnera in Milan. Photo by Agata Wiorko.
Further down, a moment during the local production by Xana.
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Sou fã deste fulano há décadas (chiu…). Agora, a 5VIE ART+DESIGN em Milão acaba de me convidar para curatoriar uma intervenção urbana na Via Bagnera, no discreto coração desta grande cidade, com inaugurações decorrendo no âmbito do Salone del Mobile e da MIART 2018. Cortesia Projecto Travessa da Ermida, o projecto artístico é uma acção de Comunicação Urbana que transformará a rua num palco para uma inusitada assemblages de significados críticos, políticos e intelectuais. Para já fiquem-nos por uma frase de Xana que é música para os meus ouvidos: «No espaço público é, para mim, fundamental afirmar valores humanistas que sintetizo em três palavras:  Amor, Liberdade e Sabedoria.» Em 2013, tive o enorme privilégio de ter este senhor a bordo do VICENTE, com o extraordinariamente espirituoso AMOR LIBERA LUX. And agora… ups! We’re doing it again! Agradecimento especial a Alessia del Corona e toda a maravilhosa equipa 5VIE ART+DESIGN. You know who you are. Enquadramento institutional e académico: IPL/ESAD.CR e LIDA.
Na imagem supra, uma das entradas da Via Bagnera em Milão. Foto de Agata Wiorko.
Em baixo, momento da montagem, by Xana.
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O íntimo atravessado

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«[…] we can say that any Thierry Ferreira’s art work is a play with scales. In the breath of enhancing and decreasing, each art piece is the final result of accurate preparatory models, it holds a color, transits through a joint and lays on a weight. The artist reveals himself provided with that infinite force of recombination which makes everything new, even the most familiar of sculptural structures. The forms that emerge in the artist’s mind are experimentally materialized in different opportunities to become public artwork, in a process defined by the constant search of scales and materials suitable for their enjoyment by a wider public.» The excerpt is from my text «O Íntimo atravessado [The intimate traversed]», written for Thierry Ferreira’s exhibition.

I met Thierry briefly years ago, but only now we met again, in order for my words to dance around his piece for the space of Edge Arts, an invitation by Inês Teles. A beautiful encounter, also for who passes by. The text ends like this: «Nevertheless, let me point out one more thing. In this new kind of aesthetic experiences of which the Global City and its flows are the inspiration, theme and playing field, we fundamentally witness a recoding of the everyday life experience. Then, we realize for a fraction of a second that we will never be robots

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«[…] qualquer obra de Thierry Ferreira é sempre um brincar com a escala. Na respiração do aumentar e do reduzir, cada obra, resultado final de apuradas maquetes preparatórias, segura uma cor, transita através de uma articulação, assenta num peso. O criador revela-se dotado daquela força infinita das recombinações que torna tudo novo, até a mais familiar das estruturas escultóricas. As formas que lhe vão surgindo na mente são assim experimentalmente materializadas nas diferentes oportunidades para se tornarem públicas, num processo caracterizado pela constante procura das escalas e dos materiais adequados à sua fruição por um público lato.» O excerto é do meu texto «O Íntimo atravessado», escrito para a exposição de Thierry Ferreira III pistas II obstáculos.

Conheci o Thierry de relance há uns anos mas só agora nos reencontrámos e logo para que as minhas palavras dançassem com a sua peça para o espaço da Edge Arts, por convite da fantástica Inês Teles. Belíssimo encontro, também para quem passa. O texto, aliás, termina assim: «Neste novo tipo de experiências estéticas de que a Cidade Global e seus fluxos é inspiração, tema e terreno de jogo, o que testemunhamos é fundamentalmente uma recodificação da experiência quotidiana. E aí, percebemos por uma fracção de segundo que jamais seremos robots.»

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Photos courtesy of Edge Arts.

 

 

Sara e Diogo

Diogo e Sara

Têm chegado paulatinamente às livrarias várias obras de Padre António Vieira, na sequência da publicação da Obra Completa pelo Círculo de Leitores. Para a Temas e Debates, miolo idêntico, mas capas novas, por forma a atrair outros olhares. No backstage das capas para Sermões do Advento, do Natal e da Epifania e Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma estiveram estes meninos. O Diogo, que participou também com um inspirado desenho no VICENTE’17, foi meu aluno, sendo co-autor do projecto Vidrado. O seu talento paira por aí. Fotografia Bruno Barata, cortesia Projecto Travessa da Ermida.