Toma!

I confess I am tired of… ‘urban art’. But here I am looking (amazed) at this work by Nuno Viegas, who transforms this anonymous white façade into an image of the very city of Caldas da Rainha. An image of the city being it/herself and of the very possibility of art. Delicious ambiguity, highlighted by the sememe of the glove. The portal has been opened at Praça 5 de Outubro (known as ‘Praça dos Bares’) and is part of the concise aesthetic proposal of a Festival – Festival Artístico de Linguagens Urbanas (FALU) happening in Caldas da Rainha until October, in a partnership of the Municipality with the cultural association Riscas Vadias.

Bordalo II, Add Fuel, Akacorleone and Daniel Eime are other guest artists in this edition, which also will feature work following an Open Call. Let there be more. Ah! The name FALU “comes from the phonetic similarity between a figurative element that characterizes the city – the phallus – and the word “falo”, like in “falar” [to speak], which is related to the actions of communicating and expressing. Not bad – well said.

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PS In the meantime (after the Summer), Bordallo II and Akacorleone joined the party. I confess that the aesthetics of Bordallo II does not mean much to me, but in this intervention one witnesses the pure magic of the art of light, in a joyous dialogue with place involving a range of dimensions: for starters, the tension between ruin and meaning; also the relation between symbol and iconicity; the way the work changes along with the slow passing of the hours. Touché.

Akacorleone takes another path, graphic, illustrative, and above all overtly amorous. It inscribes in the urban fabric a word that arguably says it all: Obrigado. A building becomes an urban character, fully developed. In a word, FALU became at this point an important element of the urban narrative of Caldas. One may debate to what extent the local has been obnubilated by the global, but there are things to which the most elementary aesthetic justice cannot remain indifferent. Like this nervous animal presence that suddenly illuminated the night with the delicate power of so many dilly-dally (of not bitchy) lines [in Portuguese: riscas vadias] in electric motion.

BORDALLO II NOITE BORDALLO II NOITE DENTRO

Confesso que estou… cansado de arte urbana. Mas eis que Nuno Viegas rasga esta anónima fachada branca com uma imagem que torna a cidade ela própria uma imagem de si própria e do que pode a arte. Deliciosa ambiguidade, exponenciada pelo semema da luva. O portal encontra-se aberto à Praça 5 de Outubro (dita ‘dos Bares’) e integra a concisa proposta estética do Festival Artístico de Linguagens Urbanas (FALU para os amigos), que está a decorrer nas Caldas da Rainha até Outubro, numa parceria entre a Câmara Municipal e a Associação Riscas Vadias, responsável pela iniciativa.

Bordalo II, Add Fuel, Akacorleone e Daniel Eime são outros artistas convidados para esta edição, que integra ainda criações na sequência de uma Open Call. Venham mais. Ah! Consta que o nome FALU “surge da semelhança fonética entre o elemento figurativo característico da cidade: o falo, assim como da palavra falo, de falar, comunicar, expressar”. Nada mal visto (dito).

PS Entretanto (após o Verão), Bordalo II e Akacorleone juntaram-se à festa. A estética de Bordallo II, confesso, pouco me diz, mas nesta intervenção estamos diante de pura magia da arte da luz, num felicérrimos diálogo com o lugar em inúmeras dimensões: desde logo na tensão entre ruína e significado, na relação entre símbolo e iconicidade, através da forma como a peça se transfigura à medida que as horas passam lentamente. Na mouche.

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Akacorleone, por outra via, gráfica, ilustrativa, mas sobretudo abertamente amorosa, inscreve no tecido urbano uma palavra que diz (quase) tudo: Obrigado. Um prédio torna-se personagem urbana, plenamente assumida. Numa palavra, a esta altura o FALU tornou-se em importante elemento da narrativa urbana de Caldas. Deverá debater-se em que medida o local não se terá deixado obnubilar pelo global, mas há coisas a que a mais elementar justiça estética não pode ficar indiferente. Como esta presença animal e luminosa que de repente iluminou a noite com o delicado poder de umas tantas riscas vadias (sic) em eléctrico movimento.


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